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Um médico foi preso em flagrante na noite de quarta-feira (11) transportando 25 unidades de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” na BR-459, em Pouso Alegre. A apreensão ocorreu em uma operação conjunta da Receita Federal do Brasil, Polícia Militar de Minas Gerais e Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais.
Segundo a Receita Federal, o suspeito retornava de uma viagem que incluiu passagem por Foz do Iguaçu e pelo Paraguai e tinha como destino o Sul de Minas. As investigações indicam que os produtos eram divulgados e comercializados por meio de redes sociais.
A abordagem ocorreu por volta das 18h57, no km 111 da rodovia, após informações estratégicas compartilhadas entre os órgãos de fiscalização. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, havia a suspeita de que um passageiro de transporte por aplicativo estivesse vindo de São Paulo para Pouso Alegre transportando medicamentos proibidos.
Com base nas características informadas, os policiais localizaram o suspeito no pátio de um estabelecimento às margens da rodovia. Durante a vistoria em uma mochila e em uma mala de viagem, foram encontradas 25 canetas emagrecedoras escondidas entre peças de roupa.
Entre os itens apreendidos estavam 20 ampolas de um medicamento estrangeiro identificado como T.G., à base de tirzepatida, e outras cinco unidades de produto semelhante com o mesmo princípio ativo. Também foram apreendidos R$ 61,75 em dinheiro e 7 mil guaranis.
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o homem afirmou ter adquirido os produtos por cerca de R$ 5 mil em São Paulo, após retornar do Paraguai no dia anterior. Ele declarou que os medicamentos seriam destinados ao consumo próprio e de familiares.
O material foi recolhido por um agente da Receita Federal, que formalizou a apreensão na sede do 3º Pelotão da Polícia Militar Rodoviária. O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante, passou por atendimento médico e foi encaminhado à delegacia da Polícia Federal em Varginha, onde permanece à disposição da Justiça. Ele deve responder pelo crime de contrabando.
A importação e a comercialização de medicamentos desse tipo são regulamentadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Em fevereiro, a agência publicou norma determinando a apreensão de produtos sem registro no país.
Segundo a Anvisa, medicamentos de origem desconhecida ou sem autorização sanitária não têm garantia de qualidade, eficácia ou segurança. O uso sem acompanhamento médico pode provocar efeitos adversos e dificultar o diagnóstico de complicações graves, como a pancreatite aguda.
Da redação, Weber Gomes.
Reprodução: PRF
Fonte: PRF
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