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Publicado em 28/04/2026 por Redação: Rádio Brazópolis
O governo federal deve anunciar ainda nesta semana uma nova fase do programa de renegociação de dívidas, conhecida como “Desenrola 2.0”, com previsão de permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como mecanismo de apoio aos acordos. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (27) pelo Ministério da Fazenda, após reuniões com representantes do sistema financeiro em São Paulo.
A proposta prevê que o uso do FGTS seja limitado a um percentual do saldo disponível, funcionando como garantia vinculada ao pagamento das dívidas incluídas no programa. O modelo ainda está em fase final de definição e deve ser apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para anúncio oficial.
As negociações envolvem grandes instituições financeiras e a Federação Brasileira de Bancos, com o objetivo de estruturar condições mais acessíveis para famílias endividadas. Entre os focos estão dívidas de maior custo, como cartão de crédito, crédito direto ao consumidor (CDC) e cheque especial, que atualmente apresentam taxas de juros mensais elevadas, entre 6% e 10%.
O programa também deve contar com recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO), ampliando a segurança das renegociações. A expectativa é que os descontos nas dívidas possam chegar a até 90%, dependendo do perfil do débito e da negociação com os credores.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a iniciativa busca reduzir os níveis de inadimplência em um cenário ainda marcado por juros altos, embora com perspectiva de queda nos próximos meses. A medida é tratada como excepcional, sem previsão de recorrência, diferentemente de programas contínuos de refinanciamento.
A estimativa é de que dezenas de milhões de brasileiros possam ser beneficiados. Na primeira edição do Desenrola, em 2023, cerca de 15 milhões de pessoas renegociaram aproximadamente R$ 53,2 bilhões em dívidas.
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