Publicado em 01/08/2026 por
Redação: Rádio Brazópolis
A crise interna no Republicanos em Minas Gerais, deflagrada pelo veto à candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo do estado, começa a gerar reflexos práticos na organização da chapa proporcional. Informações de bastidores indicam que o Tenente Melo, nome de expressão no Sul de Minas e pré-candidato a deputado federal, é mais uma liderança a sinalizar que sua permanência na disputa está estritamente vinculada à viabilização do projeto majoritário encabeçado por Cleitinho.
A movimentação de Melo acompanha uma tendência que tem ganhado corpo entre os aliados do senador dentro da legenda. O grupo de pré-candidatos à Câmara dos Deputados tem demonstrado forte descontentamento com a cúpula nacional e estadual do partido, e a possibilidade de uma desistência coletiva não é descartada caso o impasse não seja resolvido em favor da candidatura de Cleitinho e de seu provável vice, ex-Prefeito de Patos de Minas, Luis Eduardo Falcão.
Fortalecimento do movimento de desistência
A postura atribuída ao Tenente Melo reforça o coro iniciado pelo ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo. O irmão do senador já manifestou publicamente a intenção de abandonar a política e retirar sua pré-candidatura federal diante do que classifica como um “sistema” que tenta barrar um nome competitivo e popular.
Para interlocutores políticos, a adesão de representantes regionais de peso, como Melo no Sul de Minas, indica que a crise não está restrita ao núcleo familiar ou geográfico de Cleitinho. A avaliação é que, sem o palanque majoritário do senador, que lidera as pesquisas de intenção de voto, a chapa de federais perde sua principal força de tração, tornando as candidaturas proporcionais inviáveis sob o ponto de vista estratégico e eleitoral.
O cenário do veto
O embate central reside na decisão do Republicanos de barrar Cleitinho Azevedo após sua ausência na convenção estadual. Enquanto a direção do partido alega falta de formalização da candidatura, o senador justifica o afastamento pelo luto após a perda recente de seu irmão mais novo.
A exclusão de um nome que lidera levantamentos como o da pesquisa Genial/Quaest é vista por aliados como um erro estratégico que ignora a vontade popular. Lideranças como Tenente Melo têm se mantido alinhadas ao projeto “Cleitinho-Falcão”, entendendo que a integridade da chapa proporcional do Republicanos em Minas Gerais depende diretamente do desfecho dessa queda de braço.
Com o afunilamento do calendário eleitoral, a pressão sobre as presidências nacional e estadual da sigla aumenta, sob o risco de um esvaziamento significativo de nomes competitivos na disputa pela Câmara Federal.
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